Trabalho de Filosofia sobre o filme: Cidade dos Sonhos

No filme Cidade dos Sonhos de David Lynch a ideia central trata da impossibilidade real de diferenciar  sonho, realidade e ilusão, e também de como se pode distinguir a vida mental  do sujeito acordado da vida mental  quando em  sonho ou dormindo. Além disso ele mostra como o  inconsciente e as ações influenciam nos sonhos e  alucinações dos sujeitos.

         A obra  que se passa em fluxo de consciência conta a história da personagem Betty  que é atriz e se muda para Los Angeles para realizar seu desejo de trabalhar em Hollywood após a morte de sua tia. Logo no início do filme, a câmera  imerge em um travesseiro dando a impressão de que alguém está indo dormir e, portanto, tudo que se passa adiante se trata de um sonho no qual  tudo é idealizado e perfeito fazendo com que os espectadores desconfiem da veracidade das situações.
                                                    
           No entanto, na parte final do filme dá-se conta de que os personagens do sonho são pessoas que Betty viu durante seu dia-a-dia, e que seu inconsciente  atribuiu papéis  variados em seus sonhos, que seu nome a realidade é Diane e que a moça com amnésia que ela ajuda é na realidade  sua ex-namorada Camilla, que Diane inconformada com o fim do relacionamento manda assassinar.

            A cena que mais chama atenção no filme é a cena do clube Silêncio em que as personagens Betty e Rita chegam de Taxi de madrugada e o mágico apresentador do clube começa a dizer frases como “No hay banda”, “È tudo uma ilusão”  e uma mulher começa a cantar uma música muito emocionante e desmaia, mas a música continua a tocar. Nessa mesma hora  a personagem Betty começa a tremer e ela e Camilla choram como se tivessem  se dado conta da realidade dos acontecimentos fora do sonho.
         
         Logo depois, as duas  vão para casa onde Betty desaparece e Rita abre a caixa com a chave azul que tinha encontrado em sua bolsa e, de repente o filme se modifica em vários aspectos como fotografia e cenários dando a entender que Diane acordou do sonho. Nas partes finais do filme quando se começa a entender os acontecimentos Diane tem alucinações acordadas com sua namorada, mostra que além de sonhos o filme também tem cenas onde a personagem tem ilusões e  perde a noção de realidade.

        Desse modo pode-se relacionar o filme de David Lynch com as obras de escritores como Virgínia Woolf e James Joyce que são escritas em fluxo de consciência ou ainda pintores como Salvador Dalí e René Magritte que pintam o insconciente, o surreal e o conteúdo dos sonhos em seus quadros.


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