Kaspar Hauser


Texto de Teoria da Conhecimento I

Resenha do Filme: O enigma de Kaspar Hauser




         O filme trata da história verídica de uma rapaz que foi encontrado em uma praça na Alemanha, este rapaz falava poucas palavras, mal sabia andar e tinha uma carta em suas mãos que o identificava como Kaspar Hauser. Quando foi encontrado Kaspar tinha aproximadamente 16 anos, nunca havia convivido com outras pessoas e não conhecia o mundo, apenas o quarto em que estava trancafiado. Quando inserido em sociedade ele entra em processo de humanização, ou seja, aprende a falar, andar, comer e se portar dentro da sociedade. No processo de aquisição da linguagem o menino não tinha a experiência do contexto, não conhecia as convenções e as palavras que lhe são ensinadas, não possuem significado subjetivo para ele, sendo assim, Kaspar teve muita dificuldade com relação à ferramenta cognitiva da linguagem.

    Kaspar adquire conhecimento na interação com o mundo e com as outras pessoas, seu relacionamento com o mundo é peculiar e ele dialoga grandiosamente com a natureza e os outros animais, conhecendo as coisas à sua maneira sensitivamente por meio das vivências que ele teve após ser liberto do cativeiro. Mesmo esforçando-se para integrar-se ao mundo a sua volta Kaspar sente-se excluído não entendendo o papel das convenções que lhe são apresentadas, tentando estabelecer seu raciocínio de forma diversa a imposta pelas figuras de autoridade como o lógico e os eclesiásticos, questionando os saberes em sua época. Após sua morte, o cérebro de Kaspar é extraído para ser estudado e verifica-se que seu cérebro é diferente, é maior em algumas áreas como, por exemplo, a responsável pela percepção, e menor na parte supostamente responsável pelo domínio da linguagem, sendo assim, pode-se inferir que mesmo tendo uma grande deficiência de fala, 

       O garoto tinha uma sensibilidade incrível, podendo isso explicar em partes o porquê dialogava tão bem com os animais, as crianças e a natureza, e tinha tanta dificuldade em entender as relações subjetivas humanas, porque a expressão dessas é primariamente lingüística, e os outros seres mesmo não sendo dotados de ferramentas cognitivas comunicativas de eficiência como a humana, também são sistemas de comunicação que possibilitam interação.

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